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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Todo Clichê do Amor

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Brasil 2018 (83')
Direção: Rafael Primot
Elenco:


Maria Luísa Mendonça
Débora Falabella...Helen
Marjorie Estiano...Lia
Rafael Primot
Gilda Nomacce
Clarissa Kiste
Laerte Késsimos
Nelson Baskeville

Sinopse:
Na cidade de São Paulo, uma prostituta deseja se tornar mãe; uma garçonete comprometida tem um admirador capaz de se tornar assassino para provar seu amor; e uma madrasta tenta cativar a enteada no velório do pai. Histórias um tanto quanto esquisitas sobre amor que revelam inusitadas formas de afeto quando colocadas em contato.

09/04/2018
Frei Caneca 2 (cabine+coletiva)
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Comentário:
São três tramas paralelas muito irregulares, contadas a partir de uma metalinguagem de um filme, um livro e uma novela de rádio que só confunde o espectador. Destaca-se um pouco a boa composição de Marjorie Estiano, o que faz do seu segmento, o mais interessante.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Quase Memória

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Brasil 2018 (94')
Direção: Ruy Guerra
Elenco:


Tony Ramos...Old Carlos
João Miguel...Ernesto
Charles Fricks...Young Carlos
Mariana Ximenes...Maria
Julio Adrião...Mário Flores
Flavio Bauraqui...Seu Ministro
Candido Damm...Horácio

Sinopse:
Carlos (Charles Fricks) é um jornalista que, em um dia qualquer, recebe um pacote diferente. Através da letra e do embrulho, ele logo nota que o remetente é seu próprio pai, Ernesto (João Miguel), que morreu há alguns anos. Espantado, Carlos fica em dúvida se deve ou não abrir o pacote. Enquanto isso, relembra divertidas memórias que teve ao lado do pai.

24/03/2018
Belas Artes (cabine+coletiva)
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Comentário:
Guerra é um cineasta temporão cujos filmes não parecem ter parentesco com os demais. Esta é uma de suas obras mais fracas. Limitado pelo orçamento, reduziu o livro de Cony ao capítulo da perda de memória. A proposta é até interessante, mas excessivamente teatral, tanto que os atores que deveriam ser o mesmo personagem não se parecem em nada, o que no teatro seria possível de relevar. Fricks é muito fraco, mas Tony Ramos vale o filme. Um ator potente que rouba a cena. 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Lou (Lou Andreas-Salomé - The Audacity to be Free)

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Alemanha / Áustria / Itália / Suíça 2016 (113')
Direção: Cordula Kablitz-Post
Elenco:

Nicole Heesters...Lou Andreas-Salomé (72 Jahre)
Katharina Lorenz...Lou Andreas-Salomé (21-50 Jahre)
Liv Lisa Fries...Lou Andreas-Salomé (16 Jahre)
Helena Pieske...Lou Andreas-Salomé (6 Jahre)
Matthias Lier...Ernst Pfeiffer
Katharina Schüttler...Mariechen
Philipp Hauß...Paul Rée
Alexander Scheer...Friedrich Nietzsche
Julius Feldmeier...Rainer Maria Rilke
Merab Ninidze...Friedrich Carl Andreas
Peter Simonischek...Gustav von Salomé

Sinopse:
No fim do século XIX a escritora e psicanalista Lou Andreas Salomé vive de forma livre e contestadora. Suas ideias e atitudes seduzem as mentes mais brilhantes da sua época, como os filósofos Paul Rée e Friedrich Nietzsche, o psicanalista Sigmund Freud, o poeta Rainer Maria Rilke, além do jovem filólogo Ernst Pfeiffer. Auxiliando Lou nos registros das suas memórias, ele também acaba se apaixonando por ela.

21/12/2017
Cinemark Cidade de SP 1 (cabine)
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Comentário:
Especialista em documentários, a diretora estreia em dramas com a mão pesada, num filme lento, onde as emoções das personagens jamais tocam o espectador.
Ao tentar retratar uma mulher independente e a frente do seu tempo, seu roteiro opta por traçar o caminho de Lou ligando-a aos homens expoentes da cultura alemã de sua época, como se sua importância tivesse sido apenas na influência que teve sobre esses homens e não através de sua própria obra.
Tecnicamente é bastante correto, com uma bela fotografia. A recriação de época é restrita aos ambientes internos, jardins e figurinos. Quando precisa mostrar as ruas, utiliza um recurso engenhoso de animar cartões postais da época, inserindo as personagens sobre eles. Destaco esse ponto por ser uma das raras soluções criativas que a diretora traz num filme seco e convencional.
Quatro atrizes revezam-se no papel central em diferentes idades, todas com competência, mas sem brilho especial.
Fica um registro confuso de uma personagem carismática na vida real, mas insosa nas telas.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Call Me By Your Name (Me Chame Pelo Seu Nome)

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Itália / França / Brasil / EUA 2017 (132')
Direção: Luca Guadagnino
Elenco:

Armie Hammer...Oliver
Timothée Chalamet...Elio
Michael Stuhlbarg...Mr. Perlman
Amira Casar...Annella Perlman
Esther Garrel...Marzia
Victoire Du Bois...Chiara
Vanda Capriolo...Mafalda
Antonio Rimoldi...Anchise
Elena Bucci...Bambi - Art Historian
Marco Sgrosso...Nico - Art Historian
André Aciman...Mounir
Peter Spears...Isaac
Maria Caggianelli Villani
...Elio's Friend (uncredited)

Sinopse:
O jovem Elio está enfrentando outro verão preguiçoso na casa de seus pais na bela e lânguida paisagem italiana. Mas tudo muda com a chegada de Oliver, um acadêmico que veio ajudar a pesquisa de seu pai.

20/12/2017
Dld
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Comentário:
Não por acaso, as histórias de amadurecimento tornaram-se uma constante no cinema. Afinal, o primeiro amor e a descoberta do sexo são dos momentos mais intensos da natureza humana.
A história aqui é menos importante do que a forma. O diretor Guadagnino aproveita a paisagem, cores e texturas do verão italiano para dar ritmo aos seus personagens. Tudo é parte do mesmo universo, que exala calor e sensualidade.
Chamalet é um ator instintivo, mas de grandes recursos. Nada escapa aos olhos do seu Elio, este é o seu verão, da sua transformação. Algumas vezes ele nos lembra que é apenas um adolescente, em outras ele domina a situação. 
A sequência final é sensacional - sem spoiler -, no frio do inverno, ele fixa o olhar do calor de um verão em que tudo mudou. Valeu a jornada.
Um filme pequeno, rico em sensações, como o cinema deveria ser.